{"id":4513,"date":"2016-12-19T17:18:37","date_gmt":"2016-12-19T17:18:37","guid":{"rendered":"https:\/\/mdclinica.com\/mdclinica\/?p=4513"},"modified":"2024-07-31T11:15:25","modified_gmt":"2024-07-31T10:15:25","slug":"porque-uma-consulta-do-halito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mdclinica.com\/mdclinica\/2016\/porque-uma-consulta-do-halito\/","title":{"rendered":"Porqu\u00ea uma consulta do h\u00e1lito?"},"content":{"rendered":"<p>Uma das maiores dificuldades em tratar com \u00eaxito a <a href=\"https:\/\/mdclinica.com\/mdclinica\/especialidades\/bem-estar\/halitose\/\">Halitose<\/a> ou o mau h\u00e1lito prende-se com a origem desta patologia: \u00e9 multifatorial e compete a diversas especialidades da medicina. Apesar da sua complexidade, o estabelecimento cient\u00edfico das causas mais frequentes que a provocam, o aparecimento de novos aparelhos de diagn\u00f3stico e o desenvolvimento de terapias m\u00e9dicas de elevada efic\u00e1cia permitem, hoje, diagnosticar e tratar a quase totalidade dos casos.<\/p>\n<p>\u00c9 neste contexto que surge um tipo de consulta completamente centrada no cuidado do h\u00e1lito. \u201c\u00c9 importante que se conhe\u00e7am os \u00faltimos resultados decorrentes da investiga\u00e7\u00e3o de uma patologia que a maioria das pessoas ainda cr\u00ea que tem a sua origem no est\u00f4mago ou que se deve a uma higiene bucal deficiente. S\u00e3o cren\u00e7as falsas sobre a Halitose\u201d, explica o Dr. Jonas Nunes, reconhecido especialista na luta contra a Halitose e Diretor do Instituto do H\u00e1lito desde o ano 2007.<\/p>\n<p>A Halitose, continua o m\u00e9dico, pode ocorrer em diversas partes do organismo &#8211; boca, nariz, garganta, pulm\u00f5es, est\u00f4mago, intestino, f\u00edgado, rins, etc. -, motivo pelo qual, nesta \u00e1rea, se colabora \u201ccom diferentes profissionais de sa\u00fade: m\u00e9dicos-dentistas, m\u00e9dicos especialistas em Estomatologia, Otorrinolaringologia, Gastroenterologia, Medicina Interna, Nefrologia, An\u00e1lises Cl\u00ednicas, Imunoalergologia, al\u00e9m de psic\u00f3logos e nutricionistas\u201d, explica.<\/p>\n<p>Entre os sucessos desta colabora\u00e7\u00e3o multidisciplinar est\u00e1 a elabora\u00e7\u00e3o do protocolo HCP Arthyaga\u00ae, implementado pelo pr\u00f3prio Instituto e que obteve reconhecimento internacional por ter alcan\u00e7ado uma taxa de \u00eaxito global nos tratamentos de Halitose de 97% (a maior at\u00e9 hoje). A colabora\u00e7\u00e3o entre a MD Cl\u00ednica e o Instituto do H\u00e1lito permite, desde h\u00e1 um ano, a aplica\u00e7\u00e3o deste protocolo inovador na capital portuguesa.<\/p>\n<p>\u201cCom a implementa\u00e7\u00e3o do protocolo HCP Arthyaga\u00ae na nossa cl\u00ednica, conseguimos proporcionar a numerosos pacientes um tratamento fi\u00e1vel contra a Halitose e convertemo-nos numa clara refer\u00eancia a n\u00edvel nacional neste campo da medicina\u201d, assegura a Dra. Marina de Praetere, s\u00f3cia fundadora da MD Cl\u00ednica e reconhecida m\u00e9dica-dentista com uma extensa forma\u00e7\u00e3o em Implantologia, Ortodontia e Est\u00e9tica Dent\u00e1ria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>Como funciona a consulta do H\u00e1lito?<\/h2>\n<p>Na Consulta do H\u00e1lito, a Halitose \u00e9 abordada como um problema m\u00e9dico cuja exist\u00eancia pode ser a manifesta\u00e7\u00e3o de uma patologia subjacente, n\u00e3o sendo, em nenhum dos casos, uma quest\u00e3o meramente est\u00e9tica ou cosm\u00e9tica. De acordo com a abordagem cl\u00ednica do Instituto do H\u00e1lito, o paciente com Halitose deve seguir tr\u00eas fases: diagn\u00f3stico, terap\u00eautica e controlo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>1.\u00aa fase: Diagn\u00f3stico<\/h3>\n<p>Antes de realizar um tratamento, \u00e9 fundamental obter um diagn\u00f3stico etiol\u00f3gico, que se realiza numa \u00fanica consulta. Recolhem-se todos os dados do paciente, o estado atual e os antecedentes m\u00e9dicos que tenham rela\u00e7\u00e3o com todos os fatores predisponentes de Halitose e\/ou desencadeantes da mesma. Seguidamente, realizam-se outros exames que incluem o estudo informatizado do h\u00e1lito (mediante cromatografia gasosa), o estudo da saliva e da fun\u00e7\u00e3o das gl\u00e2ndulas salivares; e tamb\u00e9m testes microbiol\u00f3gicos e enzim\u00e1ticos a partir da recolha de amostras de placa bacteriana.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>2.\u00aa fase: Terap\u00eautica\/Tratamento<\/h3>\n<p>\u201cN\u00e3o existe um \u00fanico tratamento para combater a Halitose. O \u00fanico tratamento adequado ser\u00e1 o que tenha em conta a origem do problema\u201d, explica o Dr. Jonas Nunes. Quase 83% dos casos solucionam-se com medicamentos de uso t\u00f3pico ou sist\u00e9mico, que atuam sobretudo no interior da cavidade oral (antimicrobianos e estimulantes salivares, por exemplo), no aparelho respirat\u00f3rio (como os corticoides de ac\u00e7\u00e3o t\u00f3pica) e no sistema digestivo (f\u00e1rmacos com a\u00e7\u00e3o no refluxo gastroesof\u00e1gico, etc.). Nos restantes casos (17%), a solu\u00e7\u00e3o pode incluir a elimina\u00e7\u00e3o de focos infeciosos (no caso das curetagens dent\u00e1rias), cirurgias (como a elimina\u00e7\u00e3o das criptas das am\u00edgdalas mediante laser de CO2), terapia psicol\u00f3gica (psicoterapia cognitiva nos casos de halitofobia, por exemplo), entre outros. Na grande maioria dos casos, observa-se uma melhoria da Halitose tr\u00eas ou quatro dias depois de iniciado o tratamento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>3.\u00aa fase: Controlo<\/h3>\n<p>A fase de controlo inicia-se uma vez conseguida a remiss\u00e3o da Halitose e normalmente inclui uma ou duas consultas de revis\u00e3o, \u201cnecess\u00e1rias para instruir o paciente acerca das medidas preventivas e a realiza\u00e7\u00e3o de eventuais procedimentos que assegurem a manuten\u00e7\u00e3o dos resultados obtidos\u201d, precisa o Dr. Jonas Nunes. Segundo o especialista, \u201ca melhoria do h\u00e1lito \u00e9 evidente pela atitude que os pacientes demonstram nas consultas, especialmente ao n\u00edvel da autoestima\u201d. N\u00e3o obstante, h\u00e1 que assinalar que o total de pacientes tratados com \u00eaxito, 7%, continua a comportar-se tr\u00eas meses mais tarde como se ainda padecesse de Halitose. Nestes pacientes, persistem comportamentos defensivos, como ocultar a boca com a m\u00e3o ou usar chicletes com elevada frequ\u00eancia. \u201cNo entanto, passados seis meses, e depois de algumas sess\u00f5es de apoio nas quais o paciente assimila a n\u00e3o exist\u00eancia de mau h\u00e1lito, a percentagem reduz significativamente\u201d, acrescenta o m\u00e9dico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n\n\n<h2>Uma consulta que tem em conta as emo\u00e7\u00f5es<\/h2>\n\n\n\n<p>Nesta Consulta do H\u00e1lito, com frequ\u00eancia, as emo\u00e7\u00f5es ocupam um lugar mais destacado do que a biologia, pois est\u00e1 demonstrado que a Halitose habitualmente tem um impacto na autoestima e na autoconfian\u00e7a de quem a padece, sendo um desencadeador de ansiedade e stress continuado. \u201cA consci\u00eancia de padecer de mau h\u00e1lito desencadeia consequ\u00eancias psicol\u00f3gicas, com manifesta\u00e7\u00f5es vis\u00edveis no comportamento: gestos como cobrir a boca ao falar, manter uma maior dist\u00e2ncia interpessoal ou evitar as rela\u00e7\u00f5es sociais, algumas das quais podem chegar a ser nefastas\u201d, lamenta o Dr. Jonas Nunes.<\/p>\n\n\n\n<p>O simples ato de cheirar traz consigo uma enorme carga emocional que pode suscitar a aprova\u00e7\u00e3o ou a rejei\u00e7\u00e3o e, inclusivamente, estimular a mem\u00f3ria. Segundo o Dr. Jonas Nunes, \u201co olfato foi considerado n\u00e3o s\u00f3 o \u00f3rg\u00e3o dos sentidos mais emocional, como tamb\u00e9m o mais complexo, devido \u00e0s m\u00faltiplas respostas emocionais que os odores produzem nos seres humanos\u201d. A percep\u00e7\u00e3o de um h\u00e1lito desagrad\u00e1vel provoca o aumento imediato de emo\u00e7\u00f5es negativas, como a irritabilidade, o mal-estar, o nervosismo e a agita\u00e7\u00e3o. Algumas das descobertas mais recentes demonstram claramente que a am\u00edgdala cerebral (sistema l\u00edmbico) \u00e9 estimulada pela percep\u00e7\u00e3o de um odor, e que os est\u00edmulos olfativos (positivos ou negativos) influenciam as emo\u00e7\u00f5es relacionadas com a mem\u00f3ria, a linguagem, o reconhecimento espacial e o temperamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Inevitavelmente, no contexto social, os odores, as emo\u00e7\u00f5es e a imagem corporal interacionam de forma din\u00e2mica e ininterrupta. \u201cE todos sabemos que a Halitose \u00e9 uma quest\u00e3o que condiciona as rela\u00e7\u00f5es sociais\u201d, conclui o Dr. Jonas Nunes.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/mdclinica.com\/mdclinica\/contactos\/\">Marque a sua Consulta<\/a> do H\u00e1lito na MD Cl\u00ednica e coloque um ponto final neste problema!<\/p>\n\n\n\n<p>[Fonte das cita\u00e7\u00f5es: \u201cComo funciona uma Consulta do H\u00e1lito?\u201d in \u201cLa Ma\u00f1ana de la 1\u201d, TVE]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma das maiores dificuldades em tratar com \u00eaxito a Halitose ou o mau h\u00e1lito prende-se com a origem desta patologia: \u00e9 multifatorial e compete a diversas especialidades da medicina. Apesar da sua complexidade, o estabelecimento cient\u00edfico das causas mais frequentes que a provocam, o aparecimento de novos aparelhos de diagn\u00f3stico e o desenvolvimento de terapias [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":274,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[12],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/mdclinica.com\/mdclinica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4513"}],"collection":[{"href":"https:\/\/mdclinica.com\/mdclinica\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/mdclinica.com\/mdclinica\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mdclinica.com\/mdclinica\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mdclinica.com\/mdclinica\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4513"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/mdclinica.com\/mdclinica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4513\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9626,"href":"https:\/\/mdclinica.com\/mdclinica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4513\/revisions\/9626"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mdclinica.com\/mdclinica\/wp-json\/wp\/v2\/media\/274"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/mdclinica.com\/mdclinica\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4513"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/mdclinica.com\/mdclinica\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4513"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/mdclinica.com\/mdclinica\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4513"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}